Desistir do financiamento ou pagar restante das dívidas financiadas

Desistir do financiamento ou pagar restante das dívidas financiadas
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Pagar restante das dívidas ou desistir do financiamento

Quem sonha em comprar a casa própria, adquirir um bom carro, financiar uma lancha ou uma motocicleta para se locomover, se vê impulsionado pelas facilidades da exposição de crédito fácil ofertados nas diversas prateleiras dos bancos e financeiras.

Minha avó sempre dizia – “É mais fácil pedir do que devolver!”.

Realmente isso é um fato, principalmente porque nos dias atuais a realização de qualquer compra que envolve recursos financeiros financiados deve haver uma dose de disciplina e algum planejamento.

Ao juntar disciplina e planejamento, o sonho da compra tem uma grande chance de não se tornar um grande pesadelo para o comprador quando adquirir bens financiados.

O cidadão que possui crédito pré-aprovado na praça não pode agir motivado simplesmente por seus impulsos consumistas, esse tipo de comportamento coloca em risco orçamentos pessoais e também de toda uma família.

Todos nós sabemos que bens duráveis custam caro, não ter dinheiro suficiente causa a tomada de empréstimos ou financiamentos que poderão durar dezenas de meses e até anos de pagamentos de prestações e juros.

Logo, fazer um bom planejamento construído com base nas receitas e despesas tendo em vista sempre uma folga financeira, deverá manter tudo sob controle.

#1 – Planejamento e previsão financeira

Planejar ou prever se a situação financeira permanecerá regular durante os próximos anos é uma tarefa bem difícil, mesmo porque, os diversos cenários do cotidiano econômico nós não temos nenhum tipo de controle.

Sendo assim, uma ótima saída é contrair empréstimos pessoais e fazer financiamentos de bens que permitam:

1 – Entradas mais altas 20/80% e financiar o mínimo possível.
2 – Financiar empréstimos em curto prazo, 12/18/24.
3 – Parcelas decrescentes, altas no início e mais suaves no final.
4 – Amortizar parcialmente ou quitar a qualquer tempo.

#2 – Poupar dinheiro para evitar financiamentos

Quer se sentir mais seguro e evitar a contratação de empréstimos ou financiamento bancários? Mantenha o hábito de poupar dinheiro mantendo uma caderneta de poupança ou fazendo investimentos seguros e menos arriscados.

Reservando quantias em dinheiro com certeza ajuda muito em momentos de decisão de compra, além disso se houver imprevistos financeiros você não ficará na mão. Agindo assim não se perde nem o bem e nem todo o dinheiro que já tenha sido aplicado.

#3 – Renegociar ou desistir do financiamento

Quer ver um cenário inusitado? Não podemos esquecer que até mesmo para pessoas mais cautelosas, que planejam todas as suas ações com dinheiro, empréstimos e financiamentos, que tomam todas as precauções necessárias, é possível que em um momento qualquer ocorra um imprevisto e o force ao não pagamento do restante de seus compromissos financeiros.

Quando o dinheiro está curto, o que fazer então? O mutuário ao percebe que não tem como arcar com o pagamento das parcelas atuais de empréstimos, financiamentos ou crédito pessoal, ele pode realizar algumas ações simples.

– Renegociar as dívidas em aberto.
– Refinanciar o empréstimo/financiamento.
– Portabilizar a operação para outro banco.
– Vender a dívida e conseguir juros mais baixos.
– Desistir da compra sendo restituído de parte de valores.
– Transferir as dívidas/contrato para terceiros.

Em todos os casos que citei a ideia é evitar o acúmulo de dívidas e juros compostos.

O problema é que uma vez concretizado uma operação de crédito e havendo dificuldades no reembolso, o mutuário estará propenso a perdas de valores ou até mesmo do bem adquirido.

#4 – Direitos e deveres contratuais

Cada tipo de financiamento bancário ou modalidade de empréstimo pessoal possui cláusulas contratuais que determinam os direitos e deveres de ambas as partes, umas inteiramente legais outras discutíveis em âmbito judicial que colocam o consumidor em desvantagem.

Muitos credores prevendo que fatos como estes acontecem com frequência e não são raros, colocam no contrato cláusulas abusivas, multas e taxas adicionais para casos de inadimplência ou desistências.

Vale lembrar que o mutuário ou consumidor que sentir-se lesado por acordos contratuais abusivos, tem a possibilidade de acionar o credor para negociação ou entrar com ação na justiça e requerer anulação de cláusulas além da devolução de parte de valores já pagos se for o caso.

#5 – Não desistir do financiamento

Se o caso é de alguém que está com dificuldades financeira mas resolveu não desistir do financiamento, a medida cabível e mais aconselhada é renegociá-la.

É importante que a renegociação seja feita o mais rápido possível, em geral dentro de no máximo 3 meses em débito, passou disto, o risco de perder o bem é enorme.

Por exemplo, se for um empréstimo financiado para compra de um automotor, a empresa pode confiscar o veículo.

“Com o aumento da abertura do crédito facilitado também vimos algo crescer na mesma proporção, hoje podemos encontrar diversos pátios abarrotados de veículos apreendidos pela Justiça devido à falta de pagamento”

Minha dica: Se você possui dívidas com financiamentos, empréstimos pessoas, crédito bancário em geral e está devendo, procure renegociar junto ao seu credor oficial ou responsável o quanto antes.

Agora, se não tiver mesmo jeito e entendeu que desistir do financiamento é a melhor opção, obtenha o máximo de informação possível sobre quais as penalidades e sobre seus direitos de consumidor para buscá-los junto aos órgãos competentes.